Estrela Canis Majoris

Seria preciso mais de 7.000.000.000.000.000 (7 × 1015 ou 7 quatrilhões) Terras para preencher o volume de VY Canis Majoris. Seu diâmetro tem quase 3 Bilhões de km

VY Canis Majoris (VY CMa) é uma estrela hipergigante vermelha localizada na constelação do cão maior. Esta é a maior estrela conhecida e uma das mais luminosas. Uma equipe de astrônomos liderados por Roberta Humpreys, da Universidade de Minnesota através do Telescópio Espacial Hubble e do observatório de W.M. Keck, Kameula, Havaí estimou que seu raio está entre 1800 e 2100 raios solaresExistem duas opinões controversas sobre esta estrela. Uma delas (segundo os estudos de Roberta Humpreys) é de que a estrela é uma hipergigante, muito grande e luminosa. A outra (com base nos estudos de Massey, Levesque e Plez) é de que a estrela é uma supergigante normal, com um raio estimado em 600 raios solares.

No primeiro caso, sua superfície se estenderia além da órbita de Saturno. A estrela tem o diâmetro de 2.940.000.000 (lê-se: dois bilhões e novecentos e quarenta milhões) planetas Terra. Estimações anteriores de seu diâmetro dizem-na ainda maior, com um raio de quatorze unidades astronômicas, o que equivale a 3000 raios solares. VY Canis Majoris já perdeu cerca de metade da sua massa e o seu fim será, provavelmente, uma explosão de supernova, dentro de aproximadamente 3200 anos.

 Esta é de fato a estrela de maior interesse seguida por betelgeuse uma super gigante vermelha. VY Canis Majoris é muito mais que um monstro estrelar, ela tem 2 bilhões e 800 milhões de quilômetros de diâmetro Um avião comercial que viaja a 900 km/h levaria 1.100 anos para dar uma volta em torno dela. Quando Observamos algo deste tamanho é claro que sempre faremos as devidas comparações, mas devemos sempre compreender que tamanho não é documento, uma estrela deste tamanho vive muito pouco, apenas alguns milhões de anos. Não posso deixar de afirmar que esta estrela é uma das maiores maravilhas energéticas do universo conhecido.
Fontes: NASA, ESA,
http://www.astrofisicos.com.br/

Estrela Hipergigantes

Estrelas hipergigantes (luminosidade classe 0) são estrelas que possuem massa de pelo menos 50 vezes a massa do Sol e luminosidade acima de 1 milhão de vezes àquela emitida pela estrela do Sistema Solar.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Classificação estelar

Em astronomia, classificação estelar é uma classificação de Estrelas baseadas na temperatura da fotosfera e suas características espectrais associadas, e refinada a seguir em termos de outras características. As temperaturas estelares podem ser classificadas usando-se a lei do deslocamento de Wien; mas isto cria dificuldades para estrelas distantes. A espectroscopia estelar oferece uma maneira de classificar estrelas de acordo com suas linhas de absorção; linhas de absorção particulares podem ser observadas somente para uma dada temperatura porque somente nessa temperatua os níveis de energia atômica envolvidos estão povoados. Um esquema antigo do século 19) utilizava letras de A ao P, e é a origem das classes espectrais usadas atualmente.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Estrela gigante tem cauda do tamanho do Sistema Solar


Gigante vermelha

Há pouco mais de um mês, astrônomos descobriram que a supergigante vermelha Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes no céu, quase 1.000 vezes maior do que o Sol, está encolhendo misteriosamenteAgora, usando diferentes técnicas estado da arte em um dos telescópios mais modernos do mundo, dois grupos independentes de astrônomos acreditam ter encontrado uma explicação para esse encolhimento que pode chegar a 1% ao ano.

A estrela gigante Betelgeuse emite gigantescas quantidades de massa no espaço, formando uma espécie de cauda tão grande quanto o Sistema Solar inteiro. As escalas mostram o Sol e o Sistema Solar, para dar a dimensão da estrela e de sua cauda. [Imagem: ESO]


Supernova

Os cientistas descobriram que a Betelgeuse tem uma espécie de cauda, uma gigantesca emanação de gases tão grande quanto o nosso Sistema Solar inteiro, além de uma espécie de bolha fervente em sua superfície. Essas podem ser as razões por trás da enorme perda de massa da estrela. Apesar de sua magnitude, Betelgeuse está se aproximando rapidamente do fim da sua vida. Emitindo luz equivalente a 100.000 Sóis, ela perde massa rapidamente e logo deverá explodir como uma supernova. Quando isto  acontecer, a supernova poderá ser vista da Terra mesmo à luz do dia.

Convecção

Os astrônomos ainda não sabiam explicar como uma estrela consegue perder uma quantidade tão grande de massa em tão pouco tempo - em apenas 10.000 anos. Agora, com as imagens feitas a partir do Telescópio VLT (Very Large Telescope), eles parecem ter encontrado a resposta. As imagens, que se aproximam da qualidade teórica máxima do telescópio, graças às técnicas de correção utilizadas, mostram que a ejeção de massa da estrela é assimétrica, e não distribuída igualmente em todas as direções. Isso poderia se dever a duas razões: a massa poderia ser ejetada a partir dos pólos, devido à rotação da estrela, ou de outra parte da estrela por gigantescos movimentos de gases conhecidos como convecção. As novas imagens mostraram que a segunda opção é a explicação correta. Esta é a primeira vez que o movimento de gases é observado diretamente em outra estrela que não o Sol. Os gases estão se movendo para cima e para baixo, formando bolhas tão grandes quanto a própria estrela. Os astrônomos propõem que é esse movimento maciço que está arremessando a massa da estrela para o espaço.

Pico de luminosidade da estrela foi 100 bilhões de vezes mais forte que o do Sol. Astro fica na constelação da Cabeleira de Berenice, a 4,7 bilhões de anos-luz.



Duas imagens mostram o aparecimento da supernova 2005ap; a primeira é de 2004, a segunda, de 2,5 meses depois (Foto: SDSS, R. Quimby/McDonald DObs./UT-Austin)
Depois de anunciar a descoberta da supernova mais brilhante do Universo, no ano passado, o astrônomo Robert Quimby, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), nos EUA, achou que já tivesse visto de tudo. 

E tinha mesmo -- mas não havia reconhecido. Ao analisar os dados coletados nos últimos anos, ele descobriu que uma outra supernova, observada por ele em 2005, é ainda mais brilhante, superando a recordista de 2006. Supernovas como essas são com certeza alguns dos eventos mais chocantes do Universo. Elas acontecem quando uma estrela supermaciça atinge o final de sua vida e o combustível que a alimenta se esgota. O resultado é que ela explode violentamente suas camadas externas, tornando-a momentaneamente mais brilhantes que a galáxia inteira em que se encontram. 

Duas imagens mostram o aparecimento da supernova 2005ap; a primeira é de 2004, a segunda, de 2,5 meses depois A nova recordista, identificada como SN 2005ap, está localizada na constelação da Cabeleira de Berenice, a uma distância de 4,7 bilhões de anos-luz (1 ano-luz é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros). 

Ela tem um brilho 300 vezes maior que a média das supernovas de sua categoria -- o equivalente a 100 bilhões de vezes o brilho do Sol. Como é possível que um astro assim exista segue sendo um mistério. Mas Quimby está suando a camisa para encontrar outros exemplares parecidos, a fim de elucidar o mistério de estrelas como essa. Sua mais recente descoberta será publicada no próximo dia 20 no período "Astrophysical Journal Letters".


Fonte:G1

O QUE É BURACO NEGRO




Buraco Negro é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada
 sai dessa região, nem a luz; daí vermos negro naquela região. Matéria (massa) é que 
"produz" campo gravitacional a sua volta. Um campo gravitacional forte o suficiente para 
impedir que a luz escape pode ser produzido, teoricamente, por grandes quantidades
 de matéria ou matéria em altíssimas densidades.

Velocidade de Escape
Se atirarmos uma pedra para cima ela "sobe" e depois "desce", certo? Errado! 
Se atirarmos um corpo qualquer para cima com uma velocidade "muito" grande, esse 
corpo "sobe" e se livra do campo gravitacional da Terra, não mais "retornando" ao 
nosso planeta. A velocidade mínima para isso acontecer é chamada de velocidade
 de escape. A velocidade de escape na superfície da Terra é 40.320 Km/h. Na superfície 
da Lua, onde a gravidade é mais fraca, é 8.568 Km/h, e na superfície gasosa do
 gigantesco Júpiter é 214.200 Km/h. 

A velocidade da luz é aproximadamente 1.080.000.000 Km/h. Um buraco negro é um corpo
 que produz um campo gravitacional forte o suficiente para ter velocidade de escape superior 
à velocidade 
da luz. A massa do Sol (0,2 X 10³¹Kg) é 333 mil vezes a massa da Terra e seu diâmetro 
(1,4 milhões de 
quilômetros) é mais de 100 vezes o diâmetro da Terra. Ele se transformaria em um
 buraco negro caso se contraísse a um diâmetro menor que 6 Km.

Detecção
Uma vez que nada sai de um buraco negro, nada de um buraco negro chega até nós.
 Resta-nos então observá-lo indiretamente, através de sua ação sobre sua vizinhança.
 "Vemos" um buraco negro observando "coisas" que o rodeiam sob a ação do
 seu campo gravitacional ou então que "caem" em sua direção, também sob a ação 
desse mesmo campo gravitacional. A velocidade com que a matéria, a uma determinada 
distância de um corpo, o orbita, é proporcional à gravidade desse corpo. Mesmo sem 
vermos o corpo central podemos saber qual a sua massa se virmos e medirmos a 
velocidade de nuvens de gás e poeira que o orbitam, por exemplo. Uma outra situação: 
se sob a ação da gravidade do corpo central, matéria "cai" em direção a ele, esse 
material enquanto vai "caindo" vai se comprimindo; por se comprimir vai se esquentando,
 e quanto mais quente fica, mais irradia... Também nesse caso, se medimos essa 
radiação, obtemos informações sobre o corpo central.

Buracos Negros Super Massivos
Em 1994, astrônomos que trabalhavam com o Telescópio Espacial Hubble, não apenas 
obtiveram fortes indícios da presença de um buraco negro no centro de uma galáxia espiral,
 como também mediram a sua massa. Através de um efeito bem conhecido da física
 (Efeito Doppler) foi possível medir a velocidade de gás e poeira girando em torno do 
centro da galáxia M87. Pelo desvio das linhas espectrais da radiação emitida por esse
 material, chegou-se à conclusão que ele gira em torno do núcleo de M87 com uma
 velocidade muito grande. Para manter esse material com uma velocidade tão grande é
 preciso uma massa central também muito grande. Uma quantidade tão grande de
 massa no volume interno à órbita do material que o circula só pode ser um buraco negro.
 A massa deste buraco negro foi estimada em 3 bilhões de massas solares.

Buracos Negros Estelares
Antes da fantástica descoberta acima descrita a procura por buracos negros no universo
 se concentrava principalmente na possível detecção de objetos muito compactos com
 massa algumas poucas vezes maior que a massa do Sol e que estariam espalhados nas
 galáxias. Desde 1939 acreditamos que, em seu processo evolutivo, uma estrela de
 massa maior que 3,2 vezes a massa do Sol, quando acaba o seu combustível, pode 
"desabar sob seu próprio peso". Essa estrela pode se contrair tanto que dê
 origem a um campo gravitacional forte o suficiente para impedir que a luz escape de suas
 proximidades. 

Um buraco negro! Se um buraco negro desses estiver envolto por uma nuvem de gás 
e poeira ou se tiver uma estrela por companheira, pode ser que tenhamos matéria dessa
 nuvem ou dessa estrela "caindo" no buraco negro e então irradiando (principalmente na
 frequência de raio X). Um número considerável de estrelas da nossa galáxia forma 
sistemas duplos. É possível então que tenhamos vários buracos negros cabíveis de 
serem detectados através dessa radiação. Cygnus X-1 é uma "fonte de raios X",
 companheira de uma estrela de massa aproximadamente 30 vezes a do Sol
 (HDE 226868) e é um dos mais fortes candidatos a buraco negro conhecido.


Uma Nova Classe de Buracos Negros
Em abril passado astrônomos da NASA e da Carnegie Mellon University comunicaram 
haver obtido, separadamente, evidências da existência de buracos negros de massas 
variando
 entre 100 e 10.000 massas solares, nos centros de algumas galáxias. Os astrônomos da
 NASA obtiveram tal evidência estudando raios X emitidos por 39 galáxias próximas à nossa.
 NGC 4945, uma galáxia espiral muito parecida com a Via Láctea (nossa galáxia), é 
uma dessas. Os astrônomos da Carnegie Mellon University chegaram à mesma evidência 
estudando raios X provenientes de M82. Têm sido elaboradas teorias procurando
 entender a origem desses buracos negros "meio pesados".

Mini Buracos Negros?
Vale a pena lembrar que muitos astrônomos e físicos acreditam na existência de mini buracos
 negros que teriam sua origem nos primórdios do universo. Alguns procuram explicar a
 explosão que ocorreu sobre o rio Tunguska na Sibéria em 1908 e destruiu mais de
 2.150 quilômetros quadrados de densa floresta, à colisão de um desses mini buracos negros 
com a Terra.

Planeta como a Terra pode surgir em sistema binário

Concepção mostra como seria o sistema binário HD 113766

 Astrônomos da Nasa suspeitam que um planeta rochoso parecido com a Terra possa estar se formando na órbita de uma das estrelas do sistema binário HD 113766, distante 424 anos-luz do nosso planeta. Os dados foram obtidos pelo telescópio espacial Spitzer e divulgados pela agência espacial americana nesta quarta-feira.Uma concepção artística mostra como seria o sistema binário. Os dois pontos amarelos representam os sistemas das duas estrelas. O círculo marrom em volta da estrela mais próxima é um grande cinturão de asteróides, que tem cerca de 100 vezes o tamanho do cinturão de rochas localizado no Sistema Solar. 

 O material rochoso no cinturão representa os estágios iniciais de planetas em formação, quando a união de grãos de poeira forma rochas. Ao colidirem, essas rochas resultam em formas ainda mais massivas, os chamados planetas-anões. O cinturão está localizado no meio da zona habitável do sistema, onde a água pode permanecer na forma líquida. Mais afastado do centro do sistema, um anel branco mostra uma concentração de poeira congelada. Ele está em posição equivalente ao cinturão de asteroides do Sistema Solar, mas contém cerca de seis vezes mais material do que o cinturão localizado no centro do sistema binário. 

 Os astrônomos dizem que não está claro se algo está acontecendo nesse cinturão congelado, mas acreditam que ele possa ser uma posterior fonte de água para um futuro planeta que possa surgir no cinturão interno, onde a temperatura é maior.


Fonte:Portal Terra