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Observação intensa de metano foi feita por cientistas da Nasa.Origem pode ser geológica ou biológica, afirma agência americana.

Em regiões localizadas do território marciano, alguma coisa soltou um gás. E desconfia-se que possa ter sido alguma formas de vida no planeta vermelho. A hipótese ainda é muito preliminar, e os cientistas admitem que a produção relativamente intensa do tal gás pode ser fruto de atividade geológica -- sem ter ligação com vida, portanto. De toda forma, é surpreendente. A descoberta foi feita por cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Mas, ironicamente, os resultados não provêm de alguma das muitas sondas que trabalham em órbita de Marte ou mesmo no solo marciano. O achado é fruto, na verdade, de intensas observações feitas com telescópios, na própria Terra. Usando equipamentos especiais para identificar a composição química do planeta (os chamados espectrômetros, que permitem identificar compostos químicos a partir da luz emitida pelo objeto), a equipe de Michael J. Mumma e Michael D. Smith, ambos do Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, em Maryland, conseguiu detectar uma emissão intensa de metano em certas regiões de Marte durante o verão do hemisfério Norte do planeta vermelho em 2003. Os cientistas mantiveram as observações por vários anos, e notaram certos padrões na emissão de metano. O primeiro é de que ele parte de regiões muito específicas; não é o planeta inteiro que está emitindo. O segundo é de que as emissões são sazonais, ou seja, acontecem apenas na época do verão marciano, quando as temperaturas ficam mais amenas (normalmente é muito frio no planeta vermelho). Essas sazonalidade e localidade são algumas das razões para os cientistas desconfiarem que talvez, por trás dessas emissões, estejam formas de vida.

Exemplo do planeta ao lado

Na Terra, cerca de 90% das emissões de metano -- um poderoso gás de efeito estufa -- são propiciadas por forma de vida. Uma grande parcela disso é fruto da flatulência do gado. Mas em Marte ninguém espera encontrar pastos cheio de vacas soltando gases pelo traseiro. Entretanto, há muitas bactérias capazes de emitir metano como resultado de seu metabolismo. Talvez alguma coisa parecida com isso aconteça no planeta vermelho. Mas os cientistas são cuidadosos ao afirmar que, talvez, tudo não passe de gases aprisionados em meio a substâncias voláteis, como água e dióxido de carbono, que ficam a maior parte do tempo congelados no subsolo marciano. Eles poderiam ter sido criado muito tempo atrás -- fruto de vida antiga ou mesmo de atividade geológica antiga -- e só agora estariam vindo à tona, com o descongelamento sazonal das reservas em que estariam aprisionados.  Ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão. Mas a descoberta, divulgada nesta quinta-feira (15) on-line na revista científica americana "Science", sem dúvida evocará novos estudos, na tentativa de decifrar o mistério do gás que Marte soltou em 2003.
Fonte:G1

Sistema Solar

Sistema Solar tem como elemento central uma estrela anã, com cerca de 4.6 bilhões de anos de idade chamada Sol, ao redor da qual orbitam os oito planetas conhecidos, satélites, meteoróides, asteróides e cometas, todos distribuídos numa grande região de quase vinte bilhões de quilometros. Da nuvem estelar que deu origem a nossa estrela e demais corpos há mais de cinco bilhões de anos, 99,9% de sua massa formou o Sol e o restante 0,1% formou os demais corpos do Sistema Solar. O estudo aprofundado do Sistema Solar nos permitiu conhecer muito melhor o nosso Sol e a exploração planetária trouxe uma nova visão desse conjunto. Nosso planeta Terra ocupa uma situação muito especial por ter permitido a manutenção de formas de vida por períodos muito longos, situação essa que nós não encontramos nos demais planetas. Entender o funcionamento do Sistema Solar significa valorizar a Terra e como nós devemos nos comportar de modo a permitir existência profícua dela.

PLANETAS
Os planetas do Sistema Solar são divididos habitualmente em dois grupos: Os quatro primeiros a partir do Sol são os planetas terrestres, também chamados de telúricos ou interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), formados principalmente por rochas e silicatos. Os quatro seguintes são os planetas jovianos ou exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), formado por gases. Os planetas terrestres recebem esta denominação pois são planetas sólidos e que possuem superfície rígida. De Júpiter a Netuno, os planetas são gasosos e não têm superfície sólida que se possa pisar sem afundar.

CARACTERÍSTICAS

Os planetas do grupo terrestres apresentam massa pequena, densidade elevada, distância do Sol pequena, poucos ou nenhum satélite e são compostos de elementos pesados. Os planetas jovianos apresentam massa elevada, baixa densidade, grandes distâncias do Sol, diversos satélites e são compostos de elementos leves, principalmente hidrogênio e hélio

CINTURÕES
Entre as órbitas de Marte e Júpiter encontra-se o Cinturão de Asteroides e além da órbita de Netuno o Cinturão de Kuiper, que agrupa uma série de gélidos asteróides.

PLANETAS-ANÕES
Além dos oito planetas que giram em torno do Sol, outra classe de objetos também está presente. Trata-se dos planetas-anões, que apesar de orbitarem o Sol e apresentarem aparência esférica, não possuem órbita livre e orbitam o Sol juntamente com outros corpos celestes. Atualmente (2009), são conhecidos cinco planetas-anões: CeresPlutãoHaumeaMakemake e Éris. Ceres orbita a região do Sistema Solar chamada Cinturão de Asteroides, localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter e até o século 19 também era considerado planeta. Plutão, Makemake e Haumea se localizam no Cinturão de Kuiper, uma região muito além da órbita de Netuno e repleta de objetos gelados. Eris, o maior de todos os planetas-anões, se encontra na região do Disco Disperso, cuja porção interior penetra o cinturão de Kuiper, mas seu limite exterior prolonga-se muito além do Sol.

PLUTÃO
Até Agosto de 2006 o Sistema Solar contava com nove planetas, mas uma mudança feita pela União Astronómica Internacional alterou a definição oficial do termo planeta e Plutão foi rebaixado à categoria dos planetas-anões ou planetóides. Com o objetivo de estudar esse astro e suas luas Caronte, Hidra e Nyx, em janeiro de 2006 os EUA lançaram a nave New Horizons , que deverá atingir o astro em julho de 2015.

MAIS CORPOS CELESTES
Muito além da órbita de Plutão e do Cinturão de Kuiper encontra-se a Nuvem de Oort, um hipotético repositório de cometas do nosso Sistema Solar. Nosso Sistema Solar também apresenta um fenômeno atmosférico bastante frequente: as estrelas cadentes ou chuvas de meteoros. Quando ainda estão no espaço são chamadas de meteoróides, mas ao entrar em nossa atmosfera passam a se chamados de "meteoros". Se algum desses fragmentos chega até a superfície recebem o nome de meteoritos. Esse conjunto de cometas, asteróides e meteoróides são classificados como Corpos Menores do Sistema Solar.
Fonte:Astronomia Viva

Nuvem de Oort

       A Nuvem de Oort foi proposta pelo astrônomo holandês Jan Hendrik Oort (1900-1992) em 1950 como explicação à existência dos cometas de longo período. Trata-se de uma vasta região que envolve o nosso Sistema solar à uma distância de 100.000 até 55.000 UA do Sol, composta por poeira e 100.000.000.000 (estimativa) de núcleos cometários que, ocasionalmente, são lançados em direção ao Sol em virtude de alguma perturbação em sua órbita.
       
Descrição
Muito além da órbita de Plutão, a meio caminho da estrela mais próxima está o limite do Sistema Solar. Essa região, que se estende por cerca de três anos-luz, ou seja, a 30 trilhões de quilômetros do Sol, contém seis trilhões de pedras de gelo de diversas dimensões, recebendo o nome de nuvem de Oort, em homenagem ao astrônomo holandês Jan Hendrik Oort. Ele verificou que os cometas de longo período vinham de uma região situada de 20.000 a 100.000 UA do Sol e previu que o Sistema Solar era cercado por uma nuvem composta de bilhões de cometas. Até hoje ninguém viu a nuvem de Oort, essa gigantesca região esférica que abriga cometas e outros resíduos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar. Ninguém mediu seu tamanho, sua densidade ou contou o número de objetos que lá existam. Isso provavelmente não será feito num futuro próximo pois os corpos se situam a distâncias muito grandes e são muito pequenos para serem detectados pelos instrumentos existentes. Mas os cientistas têm certeza que ela existe. Ela é totalmente diferente das outras regiões do sistema planetário que contém restos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar.
Créditos:wikipedia

Cinturão de Kuiper

O Cinturão de Kuiper é uma zona do sistema solar que se estende além da órbita de Netuno, entre 30 a 50 UA (4,5 a 7,5 bilhões de quilômetros). Esta zona em forma de anel é sem dúvida composta por mais de 35 mil objetos, com pelo menos 100 quilômetros de diâmetro, essencialmente situado nas vizinhanças do plano da eclíptica. Sua massa total é portanto várias centenas de vezes superior à do cinturão principal de asteróides situado entre Marte e Júpiter. Trata-se certamente dos últimos vestígios do disco de acreção que deu origem ao sistema solar. As regiões mais densas, no interior do disco se condensaram sob a forma de planetas enquanto as do bordo externo, mais difuso, produziram um grande número de pequenos objetos.

Descoberta
Em 1992, um corpo celeste denominado (15760) 1992 QB1 foi descoberto além das órbitas de Plutão e Netuno. Nos decênios seguintes descobriram-se várias centenas de outros. Esses objetos constituem amostras do Cinturão de Kuiper assim designado em homenagem ao astrônomo norte-americano de origem holandesa Gerard Kuiper, o primeiro a defender a sua existência desde 1951. Ele descreveu-o como a fonte dos cometas de curto período (daqueles que giram ao redor do Sol em menos de 200 anos).

Composição
É difícil conhecer a composição de objetos tão afastados. No entanto, várias análises espectroscópicas desses objetos foram realizadas. Alguns objetos tais, como: (15789) 1993 SC, parecem recobertos de metano e outros hidrocarbonetos leves. Por outro lado, os objetos como (19308) 1996 TO66 parecem possuir uma superfície de água congelada. No momento, tudo que se conhece a respeito deles só será esclarecido graças ao sobrevôo de sondas interplanetárias que poderão recriar o nosso conhecimento em relação a essa composição.  
 
Limite exterior do Cinturão de Kuiper
Desde 1998, uma nítida queda ocorreu no número de objetos observados além de uma distância de 47 UA (5 bilhões de quilômetros). Isso não parece ser uma falha de observação; se bem que os astrônomos não estejam de acordo com esta explicação, isto parece sugerir que o Cinturão de Kuiper termina por volta de 50 UA. No entanto, esta ilação não significa que não existe nenhum objeto além desse limite. Aliás, nada exclui a existência de um segundo Cinturão de Kuiper mais distante. Com efeito, a descoberta de (90377) Sedna, em 2004, parece confirmar a existência de objetos entre o Cinturão de Kuiper e a Nuvem de Oort. (RRFM)
Créditos:wikipedia

Concluído o primeiro mapa geológico global de Titã

O primeiro mapa geológico global de Titã é baseado em imagens óticas e de radar obtidas pela missão Cassini da NASA, que orbitou Saturno entre 2004 e 2017. As legendas assinalam a posição de algumas das características superficiais mais famosas da lua.Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

O primeiro mapa que mostra a geologia global da maior lua de Saturno, Titã, foi concluído e revela completamente um mundo dinâmico de dunas, lagos, planícies, cratera e outros terrenos.  Titã é o único corpo planetário no nosso Sistema Solar, além da Terra, que possui líquidos estáveis à sua superfície. 

Mas, em vez de chover água das nuvens e de encher lagos e mares como na Terra, em Titã, o que chove é metano e etano - hidrocarbonetos que consideramos gases, mas que se comportam como líquidos no clima frio de Titã.

"Titã tem um ciclo hidrológico ativo baseado no metano que moldou uma paisagem geológica complexa, fazendo da sua superfície uma das mais geologicamente diversificadas do Sistema Solar," comenta Rosaly Lopes, geóloga planetária no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, autora principal de uma nova investigação usada para desenvolver o mapa.

"Apesar dos diferentes materiais, temperaturas e campos de gravidade entre a Terra e Titã, muitas características da superfície possuem semelhanças entre os dois mundos e podem ser interpretadas como produtos dos mesmos processos geológicos. O mapa mostra que os diferentes terrenos geológicos têm uma distribuição clara com latitude, globalmente, e que alguns terrenos cobrem muito mais área do que outros."

Lopes e a sua equipa, que inclui Michael Malaska do JPL, trabalharam com o geólogo planetário David Williams, da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estatal do Arizona em Tempe, EUA. As suas descobertas, que incluem a idade relativa dos terrenos geológicos de Titã, foram recentemente publicadas na revista Nature Astronomy.

A equipa de Lopes usou dados da missão Cassini da NASA, que operou de 2004 a 2017 e que realizou mais de 120 passagens rasantes pela lua do tamanho de Mercúrio. Especificamente, usaram dados do radar da Cassini para penetrar na atmosfera opaca de azoto e metano de Titã. Em adição, a equipa usou dados dos instrumentos visíveis e infravermelhos da Cassini, capazes de capturar algumas das maiores características geológicas de Titã através da neblina de metano.

"Este estudo é um exemplo da utilização conjunta de dados e instrumentos," disse Lopes. "Embora não tivéssemos cobertura global com radar de abertura sintética, usámos dados de outros instrumentos e outros modos de radar para correlacionar características das diferentes unidades de terreno, para podermos inferir o aspeto dos terrenos mesmo em áreas onde não temos este tipo de cobertura."

Williams trabalhou com a equipa do JPL para identificar quais as unidades geológicas em Titã que podiam ser determinadas usando em primeiro lugar imagens de radar e depois extrapolar essas unidades para regiões não cobertas por radar. Para tal, usou a sua experiência de trabalho com imagens de radar da sonda Magellan (em Vénus) da NASA e com um mapa geológico regional anterior de Titã que ele desenvolveu.

"A missão Cassini da NASA revelou que Titã é um mundo geologicamente ativo, onde hidrocarbonetos como o metano e o etano assumem o papel que a água tem na Terra," acrescentou Williams. "Estes hidrocarbonetos chovem para a superfície, fluem em riachos e rios, acumulam-se em lagos e mares e evaporam-se para a atmosfera. É um mundo bastante surpreendente!"

Fonte: Astronomia OnLine

10 eventos violentíssimos que atingirão o sistema solar e a Terra no futuro

 O espaço pode parecer girar em uma harmonia pacífica e silenciosa lá em cima, repleto de belas imagens telescópicas de galáxias e nebulosas com formações e cores fantásticas. Na realidade, porém, não é bem assim. A imensidão escura lá fora é tão estranha e violenta que continua a surpreender – e até mesmo assustar – os cientistas mais experientes. Alguns eventos violentos, na verdade, estão previstos para acontecer bastante perto de nós, chegando a atingir o sistema solar e a Terra – e podem até mesmo ocorrer enquanto a humanidade ainda estiver por aqui.



Veja o aterrorizante calendário:

1. A estrela Wolf-Rayet

A constelação de Sagitário contém uma ameaça potencial que poderia enviar a vida na Terra para o caminho que tomaram os dinossauros alguns milhões de anos atrás. Uma espiral de fogo chamada WR 104 possui duas estrelas em seu centro, orbitando uma a outra enquanto chegam ao fim de suas vidas. Ambas estão destinadas a autodestruição como supernovas. Na verdade, uma já está na última fase antes de sua explosão estelar massiva. Essa estrela é chamada de Wolf-Rayet e é considerada uma bomba-relógio no espaço. A Wolf-Rayet pode virar uma supernova nos próximos cem mil anos. Devido à sua posição, ela poderia disparar raios gama em direção à Terra. Explosões de raios gama – atualmente consideradas as explosões mais fortes do universo – concentram mais energia em um minuto do que o sol pode acumular durante o seu período de vida de 10 bilhões de anos.

Uma vez que os feixes se movem na velocidade da luz, nós não os veríamos chegando. O sistema espiral WR 104 pode estar cerca de 8.000 anos-luz de distância, mas ainda pode causar estragos na Terra. Se esses raios gama nos atingirem, poderia haver extinções em grande escala. Nós experimentaríamos um cenário de desastres agrícolas, chuva ácida e fome para os sobreviventes. Um clima mais frio e uma camada de ozônio diluída permitiriam que os raios ultravioletas mais prejudiciais penetrassem na nossa atmosfera. Qualquer um que vivesse no lado da Terra que enfrentasse o impacto iria experimentar radiação semelhante a uma detonação nuclear e sofrer doenças provocadas por ela. Em suma, estaríamos fritos.

2. Anel em Marte

Uma nova pesquisa determinou que Marte um dia poderá matar sua lua mais próxima, Phobos. Com apenas 22 km de largura, Phobos é uma das duas luas que orbitam o planeta. A cada século que passa, a órbita de Phobos encolhe e a traz 2 metros para mais perto de Marte. No fim, esta lua vai se quebrar pelas tensões de maré provocadas pelo planeta vermelho, embora o processo possa levar até 40 milhões de anos. No final, Marte terá apenas uma lua, mas terá um anel, assim como Saturno, para tomar o lugar do satélite perdido. Ao longo dos próximos milhões de anos, pedaços da lua condenada vão chover sobre a região equatorial de Marte. Isso poderia representar um problema para qualquer uma das nossas bases na área – supondo que a raça humana ainda esteja viva até então. Mesmo podendo ocorrer somente alguns milhões de anos no futuro, o evento mantém firmemente o interesse dos cientistas nos dias atuais. Phobos é uma lua única no nosso sistema solar. Ela pertence a um grupo de luas que tendem à autodestruição, uma vez que elas migram para muito perto dos planetas que orbitam. Phobos é a última dessas luas a ainda existir. Seu destino fatal pode dar aos pesquisadores informações valiosas sobre os momentos precoces do sistema solar e as mortes das outras luas suicidas.

3. A desintegração da lua

No futuro distante, a nossa lua também tem a previsão de se tornar um anel em torno da Terra. Felizmente para os amantes e lobisomens de todo o mundo, isso não vai acontecer antes de terem se passado cinco bilhões de anos. Ao contrário da situação com a Phobos, o culpado responsável pela destruição da nossa lua não é o planeta que ela orbita, mas a bola de fogo no centro do nosso sistema solar. Embora o sol seja uma estrela estável, ele um dia vai entrar na sua fase gigante vermelha, um evento solar que provavelmente vai rasgar a nossa pobre lua ao meio. A lua está atualmente se afastando da Terra em uma taxa de 4 centímetros por ano. Mas quando o sol inchar durante a sua fase de gigante vermelha, sua atmosfera vai empurrar a lua para tão perto da Terra que as forças de maré vão rasgar nosso satélite. Um anel de detritos lunares com aproximadamente 37.000 km de diâmetro vai cercar a Terra como um anel de Saturno. Semelhante a Phobos, o anel acabará por desaparecer à medida que os detritos lunares choverem na Terra.

4. Milkômeda

A Via Láctea está destinada a colidir com uma galáxia vizinha chamada Andrômeda. As consequências para ambas as galáxias serão fatais, o que significa que a Via Láctea como a conhecemos tem apenas cerca de quatro bilhões de anos restantes de vida. A gravidade está atraindo a Via Láctea e Andrômeda uma para a outra em um ritmo vertiginoso de 402.000 quilômetros por hora. Quando as duas galáxias espirais colidirem, elas vão dar origem a uma nova galáxia. A colisão será um evento cósmico espetacular que vai durar um incrível período de um bilhão de anos. Durante essa fase, as galáxias vão atravessar os movimentos de aproximação, afastando-se, e mais uma vez se abraçarão em um movimento iô-iô até que a união esteja completa. Apesar de todas as estrelas que existem nas duas galáxias, os investigadores acreditam que qualquer colisão de estrelas seja altamente improvável. Nesse sentido, o nascimento da nova galáxia – apelidada de “Milkômeda” pelos astrônomos – não vai matar a Terra ou mesmo o nosso sistema solar. No entanto, o sol estará tão quente quando isso acontecer que os nossos oceanos terão se evaporado até lá e nós ou já teremos migrado para algum outro lugar menos hostil ou já teremos virado poeira – não dá para ganhar todas. Milkômeda será uma galáxia elíptica avermelhada. A Terra irá residir na periferia dela, juntamente com o resto do nosso sistema solar.

5. Nuvem assassina

Quando os pesquisadores estavam fazendo simulações de computador, descobriram que o nosso sistema solar pode, eventualmente, se encontrar com uma névoa espacial mortal. As minúsculas partículas dessa nuvem de gás podem ser letais para toda a vida na Terra. Quando esta nuvem assassina de poeira e gás chegar, não haverá muito alarde. Ela não vai bloquear o sol ou se encaminhar em direção ao sistema solar com uma trovada negra e sinistra, causando pânico em quem ainda estiver aqui. O perigo reside na sua densidade. Pelo menos 1.000 vezes mais pesada do que qualquer coisa que a Terra passa em sua órbita agora, esta nuvem pode agir como uma força física, empurrando para trás a heliosfera protetora do sol, que nos protege de males espaciais como raios cósmicos. Quando a nuvem encontrar a Terra, a poeira e o gás podem corroer o oxigênio em nossa atmosfera. Os raios cósmicos atingirão o mundo, pondo em perigo todos os seres vivos com uma radiação mortal. Este desastre é um dos mais próximos de nós do ponto de vista do tempo espacial. Segundo os cientistas, a distância da nuvem do mal é inferior a quatro anos-luz. Em termos cósmicos, isso é um mero tique-taque do relógio. Para nossa sorte, em anos humanos, esta nuvem corrosiva está ainda alguns milênios de distância.

6. A repetição de Carrington

 Em 1º de setembro de 1859, um astrônomo amador chamado Richard Carrington detectou a pior tempestade solar da história. Chamada de “Evento Carrington”, ela lançou uma ejeção de massa coronal (EMC) na Terra que provou ser um verdadeiro golpe diretamente na cara do nosso planeta. Naquela época, o único prejuízo foi a queda dos sistemas de telégrafo. Mas, na sociedade moderna, uma repetição do Evento Carrington iria introduzir a humanidade a uma catástrofe sem precedentes. A rede de energia provavelmente fritaria, e milhões de casas e empresas ficariam sem luz. Sistemas e transformadores elétricos danificados poderiam levar meses para ser reparados ou substituídos. A recuperação financeira poderia levar anos. O armazenamento de alimentos e medicamentos se tornaria extremamente difícil. Todos os serviços de eletricidade, incluindo a comunicação, seriam afetados ou até mesmo desligados completamente.

Assustadoramente, têm havido alguns quase-incidentes desta proporção nos últimos anos. Em 2012, a Terra perdeu uma catástrofe por cerca de uma semana quando uma EMC que superava o poder do Evento Carrington passou raspando nosso planeta. Se a tempestade solar tivesse ocorrido mais cedo, os cientistas acreditam que os danos ainda estariam prejudicando a sociedade de hoje. A sociedade moderna está numa posição especialmente vulnerável por causa de sua dependência extremamente grande da eletricidade. EMCs não podem ser desviadas ou mesmo notadas até cerca de uma hora antes de chegarem em nós, o que impede qualquer reação antecipada. E este não é um evento muito raro: cientistas solares contaram 15.000 EMCs entre 1996 e 2010. Eles acreditam que é apenas uma questão de tempo, possivelmente na próxima década, antes que uma tão grande quanto o Evento Carrington atinja a Terra.

7. Estrelas da Morte

Um enorme aglomerado de cometas chamado Nuvem de Oort forma uma “bolha” em torno do nosso sol. Se uma estrela precisar se mover através da Nuvem de Oort ou simplesmente chegar perto o suficiente para que sua força gravitacional afete os objetos na Nuvem de Oort, os objetos desalojados poderiam cair no interior do sistema solar e possivelmente causar estragos entre os planetas – inclusive na Terra. Os cientistas já identificaram várias dessas “estrelas da morte” que podem passar pela Nuvem de Oort. A mais perigosa, uma anã laranja chamada HIP-85605, tem uma chance de 90% de arrastar coisas através da nuvem. Felizmente, a sua chegada está mais de 240.000 anos no futuro. Gliese 710, uma outra estrela com as mesmas chances, estará nas redondezas em um milênio ou mais. Na verdade, mais 12 estrelas zumbirão pelo nosso sistema solar de uma forma similar nos próximos dois milhões de anos. As chances de uma colisão entre um objeto Oort e a Terra é pequena, mas não impossível. Há duas crateras de impacto na Terra que podem, provavelmente, estar ligadas à passagem da estrela HIP103738, que esteve perto do sol quase quatro milhões de anos atrás.

8. Anã parasita

Cerca de 3.260 anos-luz de distância do nosso sistema solar – portanto, algo próximo, em termos cósmicos – um sistema estelar binário chamado T Pyxidis contém uma estrela parecida com o nosso sol e uma anã branca que têm uma relação parasitária. A anã branca é uma parasita volátil que consome gás rico em hidrogênio vindo de sua companheira e entra em erupção com explosões termonucleares a cada 20 anos como resultado. Em termos de perigo para a Terra, estas explosões são como estourar plástico bolha. O problema real ocorrerá quando a anã branca virar uma supernova após acumular muita massa de sua vizinha. A explosão será de tais proporções épicas que vai matar a anã branca e pôr em perigo a Terra com a energia de 1.000 explosões solares. Ela pode até mesmo destruir a camada de ozônio da Terra depois que os raios gama fizerem óxidos nitrosos surgirem na nossa atmosfera. Os pesquisadores estimam que a morte violenta da estrela anã ocorrerá daqui cerca de 10 milhões de anos. No entanto, se a anã branca acumular massa em um ritmo mais rápido do que o atualmente calculado, a explosão poderia acontecer mais cedo.

9. Colisão de planetas

Órbitas planetárias não são estáveis, ​​e tornam-se muito menos estáveis conforme o tempo passa. Quando os cientistas fizeram simulações de computador sobre as futuras órbitas planetárias, eles descobriram algo surpreendente e talvez um pouco perturbador. Em um par de bilhões de anos, há uma pequena possibilidade de que os planetas no nosso sistema solar colidam uns com os outros. O caminho em que Mercúrio orbita em torno do sol pode se ampliar o suficiente para atravessar a estrada que Vênus trilha. Tal encontro poderia arremessar Mercúrio diretamente para o sol, para fora do sistema solar ou até mesmo em rota de colisão com a Terra. No entanto, este cenário é bastante improvável: os pesquisadores fizeram 2.500 simulações de diferentes órbitas planetárias e apenas 25 indicaram uma desestabilização tão perigosa da órbita de Mercúrio. Além disso, se Mercúrio bater em Vênus ou no sol, os outros planetas não serão afetados. Em um evento menos provável ainda, Mercúrio pode ficar desestabilizado, passando muito perto das forças gravitacionais de Júpiter. Por sua vez, isso desestabilizaria Marte. O planeta vermelho se tornaria uma bala indireta que a Terra não seria capaz de se esquivar. Ao passar muito perto da Terra, Marte causaria uma colisão entre a Terra e Vênus por perturbar a órbita de Vênus.

10. A grande mudança

Os pesquisadores acreditam que existem várias maneiras que o universo pode permanentemente ir para o ralo. Enquanto a maioria delas pode acontecer muito tempo depois da humanidade deixar de existir por estas bandas, pode haver uma exceção chamada “a grande mudança”. Ela é similar a um experimento simples com água. Se a água e o vidro estão ambos excepcionalmente limpos, a água não vai congelar, mesmo que seja mantida um pouco abaixo do seu ponto de congelamento. A água seria super-resfriada, mas permaneceria no estado líquido porque ela precisa de um objeto para que a formação de gelo aconteça. Se for jogado um pedaço de gelo, a água vai congelar rapidamente. O universo está, possivelmente, em tal estado super-resfriado, mas em termos de vácuo.

A física quântica afirma que mesmo vácuos completos possuem uma partícula de energia. Mas o perigo espreita em vácuos que notavelmente têm ainda menos energia do que isso. Se dois vácuos com uma diferença de energia se encontram, o resultado será catastrófico. Como a água, o nosso universo – que é o vácuo com mais energia, no caso – está esperando por um gatilho do tamanho de um fio de cabelo para mudar sua forma como a conhecemos. Se um vácuo de menor energia de alguma forma aparecer no universo, o vácuo recém-nascido rapidamente criaria uma bolha que iria expandir na velocidade da luz. Ele iria destruir tudo o que estivesse a seu alcance – humanos, galáxias e o próprio universo.


Nova Classificação do Sistema Solar

  Em 24 de agosto de 2006, Plutão deixou de ser um planeta do Sistema Solar e foi classificado na nova categoria de “planeta anão”, conforme decisão em Praga, da assembléia geral da União Astronômica Internacional (IAU). Os mais de 2.500 cientistas de 75 países reunidos na capital tcheca, inclusive o Brasil, decidiram criar três categorias para classificar esses corpos celestes. 

 No primeiro grupo estão oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O nono planeta da antiga organização do Sistema Solar, Plutão, se tornou um “planeta anão” e hoje tem a companhia do antigo asteróide, Ceres e dos corpos celestes, Eris, Haumea, Makemake e Sedna, dentre outros. Já o terceiro grupo é o dos corpos pequenos do Sistema Solar. São todos aqueles que, como os planetas, orbitam o Sol, mas não são satélites.

 Os cientistas reconheceram que foi cometido um erro quando Plutão foi classificado como planeta em 1930, data na qual o cientista americano Clyde Tombaugh o avistou. Desde sua descoberta Plutão é alvo de disputa, sobretudo por causa de seu tamanho. Após novos estudos foi constatado que ele é menor do que se pensava anteriormente. Alguns fatores que contribuíram para a nova classificação de Plutão foi o fato de ele ser menor que a Lua e por ter uma órbita pouco convencional, cuja inclinação não é paralela à da Terra e aos dos outros sete planetas do Sistema Solar. 

 Esta nova forma de classificação do Sistema Solar será mais fácil de explicar para as crianças. São oito planetas maiores e depois um grande número de “planetas anões”. Para melhor visualização, apresentamos a seguir uma representação artística da maioria dos corpos celestes atualmente catalogados, em ordem de tamanho, começando com a nossa Lua, para efeito de comparação.

Definição de planeta:Corpo que órbita uma estrela mais não é uma estrela. Mais possui massa para que a gravidade o torne esférico. Todo corpo com diâmetro de 800 km e massa 500 quatrilhões de toneladas é definido planeta.

Nova classe:Os Plútons residem em órbitas que levam mais de 200 anos para serem completadas, fora do eixo dos planetas clássicos e pouco circulares.Planetas clássicos :São corpos celestes que orbitam o Sol, que tem massa suficiente para ter gravidade própria. São eles: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Planetas anões:Até o momento são considerados planetas anões: Plutão, Eris (UB303 ou Xena) e Ceres. Porém existem 12 outros corpos do Sistema Solar.

Pequenos corpos:Todos os outros corpos que orbitam o Sol, que não sejam satélites, serão referidos coletivamente desta forma.

Os satélites naturais do Sistema Solar



Hoje vamos apresentar as principais luas do sistema solar. Não é só a terra que possui uma, a maioria dos planetas tem também e até mais de uma, como Júpiter e Saturno que tem dezenas de satélites naturais. 

 Como Europa lua de Júpiter que os cientistas acreditam que possa haver água e por isso tem planos de no futuro mandar missões para lá. Mas agora vamos saber mais sobre satélites naturais.


 Satélites ou luas são corpos celestes que não possuem luz própria e orbitam em torno dos planetas e dos asteroides. Os satélites brilham porque refletem a luz proveniente do Sol. A quantidade de luz refletida por um corpo depende da composição de sua superfície e da sua atmosfera. A razão entre a quantidade da radiação refletida por um objeto pela radiação total incidente se chama albedo. Em torno dos planetas e asteroides do sistema solar giram inúmeros satélites naturais. Supõe-se que eles se originaram a partir do material existente na nebulosa que deu origem ao Sistema Solar e isso ocorreu na mesma época que se formaram os planetas, isto é, há 4,6 bilhões de anos.

Esses satélites são classificados como Regulares, Irregulares e Interiores.

Satélites Regulares: São aqueles que se supõe terem se formado a partir da mesma nuvem de gás que deu origem ao planeta, giram em torno do planeta na mesma direção da sua rotação, possuem órbitas estáveis quase circulares e o plano de suas órbitas é pouco inclinado com relação ao plano equatorial do planeta.

Satélites Irregulares: São aqueles que se formaram em algum lugar do sistema solar e foram capturados posteriormente pelo planeta, giram em torno do planeta na mesma direção ou em direção oposta ao da sua rotação, possuem órbitas instáveis e bastante excêntricas e o plano de suas órbitas é bastante inclinado com relação ao plano equatorial do planeta.

Satélites Interiores: São aqueles que executam suas órbitas na região dos anéis dos planetas, tendo muitos deles a finalidade de manter as rochas constituintes dos anéis nos seus lugares, como pastores. Por executarem suas órbitas em regiões onde a probabilidade de se chocarem com uma rocha do anel seja elevada, acredita-se que tenham vida limitada. Nem Mercúrio nem Vênus possuem satélites. Terra possue um único satélite. Marte possui dois satélites que são muito pequenos. O satélite da Terra e um dos de Plutão (Caronte) são muito grandes, comparado ao tamanho dos planetas. Cada um dos gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, possuem dezenas de satélites com variados tamanhos. 

Até março de 2006 já haviam sido descobertos 63 satélites de Júpiter, 47 de Saturno, 27 de Urano, 13 de Netuno e 3 de Plutão. No início a humanidade só conhecia a Lua como satélite e só em 1610, utilizando um telescópio, Galileu descobriu quatro luas orbitando Júpiter. Desde então, com as naves espaciais lançadas na direção dos planetas e com o avanço tecnológico da instrumentação dos telescópios em Terra dezenas de satélites foram descobertos. Atualmente (março de 2006) conhecemos 156 satélites mas os cientistas acreditam que esse número ainda aumentará nos próximos anos.