Observação intensa de metano foi feita por cientistas da Nasa.Origem pode ser geológica ou biológica, afirma agência americana.

Em regiões localizadas do território marciano, alguma coisa soltou um gás. E desconfia-se que possa ter sido alguma formas de vida no planeta vermelho. A hipótese ainda é muito preliminar, e os cientistas admitem que a produção relativamente intensa do tal gás pode ser fruto de atividade geológica -- sem ter ligação com vida, portanto. De toda forma, é surpreendente. A descoberta foi feita por cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Mas, ironicamente, os resultados não provêm de alguma das muitas sondas que trabalham em órbita de Marte ou mesmo no solo marciano. O achado é fruto, na verdade, de intensas observações feitas com telescópios, na própria Terra. Usando equipamentos especiais para identificar a composição química do planeta (os chamados espectrômetros, que permitem identificar compostos químicos a partir da luz emitida pelo objeto), a equipe de Michael J. Mumma e Michael D. Smith, ambos do Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, em Maryland, conseguiu detectar uma emissão intensa de metano em certas regiões de Marte durante o verão do hemisfério Norte do planeta vermelho em 2003. Os cientistas mantiveram as observações por vários anos, e notaram certos padrões na emissão de metano. O primeiro é de que ele parte de regiões muito específicas; não é o planeta inteiro que está emitindo. O segundo é de que as emissões são sazonais, ou seja, acontecem apenas na época do verão marciano, quando as temperaturas ficam mais amenas (normalmente é muito frio no planeta vermelho). Essas sazonalidade e localidade são algumas das razões para os cientistas desconfiarem que talvez, por trás dessas emissões, estejam formas de vida.

Exemplo do planeta ao lado

Na Terra, cerca de 90% das emissões de metano -- um poderoso gás de efeito estufa -- são propiciadas por forma de vida. Uma grande parcela disso é fruto da flatulência do gado. Mas em Marte ninguém espera encontrar pastos cheio de vacas soltando gases pelo traseiro. Entretanto, há muitas bactérias capazes de emitir metano como resultado de seu metabolismo. Talvez alguma coisa parecida com isso aconteça no planeta vermelho. Mas os cientistas são cuidadosos ao afirmar que, talvez, tudo não passe de gases aprisionados em meio a substâncias voláteis, como água e dióxido de carbono, que ficam a maior parte do tempo congelados no subsolo marciano. Eles poderiam ter sido criado muito tempo atrás -- fruto de vida antiga ou mesmo de atividade geológica antiga -- e só agora estariam vindo à tona, com o descongelamento sazonal das reservas em que estariam aprisionados.  Ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão. Mas a descoberta, divulgada nesta quinta-feira (15) on-line na revista científica americana "Science", sem dúvida evocará novos estudos, na tentativa de decifrar o mistério do gás que Marte soltou em 2003.
Fonte:G1

Descoberto aminoácido, elemento fundamental para a vida, em um cometa

Sonda Stardust, da Nasa, havia capturado amostras do Wild 2.Glicina foi detectada após 3 anos e meio de análises. Pesquisadores da Nasa encontraram glicina em amostras do cometa Wild 2 que têm sido analisadas há 3 anos e meio. As amostras haviam sido capturadas pela sonda Stardust. O anúncio foi feito pela agência espacial americana nesta segunda-feira (17).

O que isso significa, afinal de contas?
Ocorre que a glicina é um aminoácido que os organismos vivos utilizam para produzir proteínas. “Esta é a primeira vez que aminoácidos são encontrados em um cometa", explicou Jamie Elsila, do Centro de Voo Espacial Goddard. Aminoácidos já haviam sido detectados em meteoritos. "Nossa descoberta apoia a teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e foram entregues à Terra há muito tempo por impactos de meteoritos e cometas.”  “A descoberta de glicina em um cometa (...) reforça o argumento de que a vida no universo pode ser comum, em vez de rara", comemorou Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, cofinanciador da pesquisa.
Fonte:G1

Corpos celestes não causaram extinções em massa no planeta.Mas Júpiter e Saturno não são barreiras anticometas perfeitas.

O 2001 RX14, um cometa de longo período, flagrado pelo Telecópio Sloan Digital Sky Survey, instalado no Novo México (Foto: Mike Solontoi/Universidade de Washington - 2002)
Uma boa notícia: “apenas” 2 ou 3 cometas atingiram a Terra durante a mais potente chuva de cometas dos últimos 500 milhões de anos. Os responsáveis pela conta são os astrônomos Nathan Kaib e seu orientador de doutorado Thomas Quinn, da Universidade de Washington. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (30) na “Science”. Eles estimaram o maior número possível de cometas no interior da Nuvem de Oort, a “borda” do Sistema Solar coalhada por bilhões de corpos celestes desse tipo. O número real que o reservatório abriga é uma incógnita. Com o número máximo em mãos, Kaib e Quinn determinaram que não mais do que 2 ou 3 cometas poderiam ter atingido a Terra durante a mais potente chuva de cometas dos últimos 500 milhões de anos.

 “Isso quer dizer que as mais poderosas chuvas de cometas causaram eventos de extinção (da vida na Terra) relativamente menores e que outras chuvas foram menos severas, então as chuvas de cometas não são, provavelmente, responsáveis por eventos de extinção em massa”, diz Kaib. Eles partiram da premissa de que o interior da Oort seria a única fonte de cometas de longo período. Um cometa de longo período gasta de 200 anos a dezenas de milhões de anos para cumprir apenas uma órbita do Sol. Há 3.200 corpos desse tipo conhecidos. Kaib e Quinn usaram modelos computacionais para simular a evolução das nuvens de cometas do Sistema Solar no último 1,2 bilhão de anos.

Agora, a notícia não tão boa. Nosso escudo natural anticometa pode falhar de tempos em tempos. A dupla de zagueiros Júpiter e Saturno normalmente barra os cometas despachados pela Nuvem de Oort que tentam chegar à parte interna do Sistema Solar – onde está a Terra. Ou os cometas se esborracham em um ou outro planeta gigante ou eles são expulsos de campo de uma vez por causa da influência gravitacional dos grandalhões. Mas alguns, poucos é verdade, podem furar a barreira. “Nós mostramos que Júpiter e Saturno não são perfeitos (nessa função) e alguns dos cometas da Nuvem de Oort são capazes de driblá-los. Mas a maioria, não”, afirma Kaib.
Fonte:G1

Sistema Solar

Sistema Solar tem como elemento central uma estrela anã, com cerca de 4.6 bilhões de anos de idade chamada Sol, ao redor da qual orbitam os oito planetas conhecidos, satélites, meteoróides, asteróides e cometas, todos distribuídos numa grande região de quase vinte bilhões de quilometros. Da nuvem estelar que deu origem a nossa estrela e demais corpos há mais de cinco bilhões de anos, 99,9% de sua massa formou o Sol e o restante 0,1% formou os demais corpos do Sistema Solar. O estudo aprofundado do Sistema Solar nos permitiu conhecer muito melhor o nosso Sol e a exploração planetária trouxe uma nova visão desse conjunto. Nosso planeta Terra ocupa uma situação muito especial por ter permitido a manutenção de formas de vida por períodos muito longos, situação essa que nós não encontramos nos demais planetas. Entender o funcionamento do Sistema Solar significa valorizar a Terra e como nós devemos nos comportar de modo a permitir existência profícua dela.

PLANETAS
Os planetas do Sistema Solar são divididos habitualmente em dois grupos: Os quatro primeiros a partir do Sol são os planetas terrestres, também chamados de telúricos ou interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), formados principalmente por rochas e silicatos. Os quatro seguintes são os planetas jovianos ou exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), formado por gases. Os planetas terrestres recebem esta denominação pois são planetas sólidos e que possuem superfície rígida. De Júpiter a Netuno, os planetas são gasosos e não têm superfície sólida que se possa pisar sem afundar.

CARACTERÍSTICAS

Os planetas do grupo terrestres apresentam massa pequena, densidade elevada, distância do Sol pequena, poucos ou nenhum satélite e são compostos de elementos pesados. Os planetas jovianos apresentam massa elevada, baixa densidade, grandes distâncias do Sol, diversos satélites e são compostos de elementos leves, principalmente hidrogênio e hélio

CINTURÕES
Entre as órbitas de Marte e Júpiter encontra-se o Cinturão de Asteroides e além da órbita de Netuno o Cinturão de Kuiper, que agrupa uma série de gélidos asteróides.

PLANETAS-ANÕES
Além dos oito planetas que giram em torno do Sol, outra classe de objetos também está presente. Trata-se dos planetas-anões, que apesar de orbitarem o Sol e apresentarem aparência esférica, não possuem órbita livre e orbitam o Sol juntamente com outros corpos celestes. Atualmente (2009), são conhecidos cinco planetas-anões: CeresPlutãoHaumeaMakemake e Éris. Ceres orbita a região do Sistema Solar chamada Cinturão de Asteroides, localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter e até o século 19 também era considerado planeta. Plutão, Makemake e Haumea se localizam no Cinturão de Kuiper, uma região muito além da órbita de Netuno e repleta de objetos gelados. Eris, o maior de todos os planetas-anões, se encontra na região do Disco Disperso, cuja porção interior penetra o cinturão de Kuiper, mas seu limite exterior prolonga-se muito além do Sol.

PLUTÃO
Até Agosto de 2006 o Sistema Solar contava com nove planetas, mas uma mudança feita pela União Astronómica Internacional alterou a definição oficial do termo planeta e Plutão foi rebaixado à categoria dos planetas-anões ou planetóides. Com o objetivo de estudar esse astro e suas luas Caronte, Hidra e Nyx, em janeiro de 2006 os EUA lançaram a nave New Horizons , que deverá atingir o astro em julho de 2015.

MAIS CORPOS CELESTES
Muito além da órbita de Plutão e do Cinturão de Kuiper encontra-se a Nuvem de Oort, um hipotético repositório de cometas do nosso Sistema Solar. Nosso Sistema Solar também apresenta um fenômeno atmosférico bastante frequente: as estrelas cadentes ou chuvas de meteoros. Quando ainda estão no espaço são chamadas de meteoróides, mas ao entrar em nossa atmosfera passam a se chamados de "meteoros". Se algum desses fragmentos chega até a superfície recebem o nome de meteoritos. Esse conjunto de cometas, asteróides e meteoróides são classificados como Corpos Menores do Sistema Solar.
Fonte:Astronomia Viva

Extrutura Externa do Sol

FOTOSFERA
Aparentemente, à vista desarmada ou com instrumentos de baixa precisão, a superfície solar é bastante uniforme. Na realidade ela é formada por pequenas estruturas hexagonais, os grânulos, de forma irregular e separadas por zonas mais escuras. Verificou-se posteriormente que essas estruturas são topos de colunas ascendentes de gás aquecido que ao se resfriarem descem pelas zonas escuras vizinhas decorentes dos processos de convecção, que mistura o gás nas camadas inferiores a fotosfera. Estima-se que a diferença de temperatura entre os grânulos e as zonas escuras é de cerca de 1000 K. Como o campo magnético é muito intenso em certas regiões (pelos efeitos explicados anteriormente) as linhas ficam quase perpendiculares à superficie e a matéria tende a se mover ao longo das linhas, nesse caso, a matéria fica "confinada'' a elas.

 Com isso há um bloqueio no movimento convectivo e o plasma desloca-se verticalmente, acompanhando as linhas e não horizontalmente para descer pelas zonas escuras. Então reduz-se a propagação do calor em certas áreas, que se tornam mais frias que as áreas circunvizinhas, emitindo pouca radiação. Isto é que caracteriza as manchas solares na fotosfera. Constatou-se que o número de manchas solares sofre variações periódicas e essas variações estão ligadas ao "Sol calmo" e ao "Sol ativo".  Partindo do "Sol calmo", estágio de mínima atividade, observa-se que durante 4,6 anos há um aumento rápido das manchas atingindo um valor máximo.

 Após esse máximo transcorrem cerca de 6,4 anos onde se constata uma diminuição gradual nas manchas, atingindo novamente uma atividade mínima. No total entre um estágio de 4,6 anos de "Sol ativo" e o outro estágio de 6,4 anos de "Sol calmo" decorrem cerca de onze anos. Embora cada onze anos de atividade seja igual ao outro no seu aspecto visual, deve-se considerar que a polaridade magnética do Sol se inverte, ou seja, as manchas que ocorreram no hemisfério norte durante o "Sol ativo", irão ocorrer no hemisfério sul no estágio correspondente ("Sol ativo")e vice-versa. Com isso nós temos um período completo vinte e dois anos de atividades solares, quando então o ciclo recomeça.

CROMOSFERA
É uma região externa à fotosfera. A temperatura na cromosfera se reduz a partir da fotosfera até atingir 500 km de altitude com 4000 K e, então há novamente um aumento até atingir 9000 K a altitude de 2000 km quando se inicia a coroa. A observação da cromosfera, por muito tempo só foi possível quando ocorriam eclipses totais que encobriam a luz fotosférica. Só há poucas décadas desenvolveu-se um instrumento , o coronógrafo, que simula o eclipse solar total, e nada mais é do que um telescópio preparado com filtros e obstáculos especiais que permitem somente a passagem da luz da cromosfera e coroa.

Ocorrem ainda as protuberâncias solares que se elevam da cromosfera para a coroa. Estas são visíveis sem instrumentos durante os eclipses solares totais, ou com o auxílio do coronógrafo. Essas protuberâncias podem ser eruptivas, de rápida duração, ou protuberâncias quiescentes que podem durar várias rotações solares. As protuberâncias possuem uma densidade muito superior à coroa circundante e temperatura de 10.000 a 20.000 K. Esses fenômenos são devido à assossiação de campos magnéticos que variam de 20 a 200 Gauss. Quando as explosões que dão origem às protuberâncias ocorrem, e isso aparece principalmente nas proximidades das manchas solares na fotosfera, é que se percebe a influência do Sol sobre a atmosfera terrestre.

Tal atividade pode interromper as comunicações a longa distâncias. Ocorre que partículas com muita energia são lançadas ao espaço e atingem a Terra provocando uma ionização da atmosfera terrestre. Em consequência, a ionosfera (camada atmosférica terrestre) deixa de refletir as ondas de rádio emitidas pelo Sol para o espaço e as ondas de rádio das emissoras de volta para a Terra, podendo interromper as comunicações a longa distância. Grande parte da radiação emitida pelo Sol atenua-se na nossa atmosfera, a qual atua como filtro bloqueando as radiações mais prejudiciais a formas de vida na superfície terrestre.

COROA
É a camada mais impressionante do Sol e a mais extensa delas (abrange praticamente todo o Sistema Solar). A densidade da matéria nessa camada é cerca de 10 milhões de vezes menor que na fotosfera e diminui conforme se afasta do Sol. Em condições normais também não pode ser vista, pois a sua emissão de luz é um milhão de vezes menor que a luz da fotosfera. Pode ser visualizada em eclipses solares totais e com o coronógrafo. A Coroa pode ser distinguida em três regiões: Coroa interna com expessura 1,3 raios solares a partir da cromosfera; Coroa intermediária que vai de 1,3 a 2,5 raios solares e a Coroa externa de 2,5 a 24 raios solares. Ao longo da translação terrestre, a Terra caminha imersa na coroa solar, e a radiação presente nela (advinda do Sol) bombardeia continuamente nosso planeta.
Fonte: www.apollo11.com

O SOL

*Massa: 332.83 vezes a da Terra
*Diâmetro: 1390000 km
*Temperatura: 6000 C
*Composição Química: Hidrogênio, Hélio, Nitrogênio, Carbono, neon, Ferro, Silício, Magnésio e enxofre. Sol é a estrela mais próxima de nós e ao seu redor giram 8 planetas, centenas de asteroides, dezenas de satélites, um grande número de cometas e cinco planetas-anões. O Sol é uma estrela devido à grande quantidade de massa que tem, de aproximadamente 334.672 vezes a massa da Terra e é constituído principalmente de hidrogênio e hélio.

Onde fica o Sol
O Sol ocupa uma posição na periferia da Via-láctea, a 27 mil anos luz do seu centro. Isso corresponde a 2/3 do raio total da Galácia. A posição atual do Sol é conhecida como Braço de Orion, como mostra a imagem ao lado. Da mesma forma como a Terra gira ao redor do Sol, este também orbita ao redor do centro da Galáxia.

O ano solar é de aproximadamente 200 milhões de anos terrestres e sua velocidade orbital é de 250 km/s. Sendo a idade do Sol de aproximadamente 4.6 bilhões de anos, é correto afirmar que até agora o Sol já realizou cerca de 22 revoluções completas ao redor da Via-láctea. A magnitude de uma estrela é medida supondo que estivesse a uma distância de 32.6 anos-luz. Se o Sol fosse colocado a esta distância, seu brilho seria semelhante ao de uma estrela de magnitude igual a cinco. Assim, o Sol é uma estrela de quinta magnitude.

A formação do Sol
Os estudos mais recentes ainda não explicam exatamente como o Sol se formou, mas uma das teorias mais aceitas diz que antes de existir o Sol e os planetas, o que existia no lugar do sistema solar era uma gigantesca nuvem de gases e poeira, bem maior que o sistema solar. Os gases dessa nuvem seriam os que conhecemos: oxigênio, nitrogênio e principalmente hidrogênio e hélio. A poeira seria formada por todos os outros elementos químicos: ferro, alumínio, urânio, etc. Por algum motivo ainda não explicado, essa nuvem encontrou condições adequadas para se aglomerar e se juntar em pequenos blocos, e que começaram a se juntar em blocos cada vez maiores.

Acredita-se que o bloco que se formou primeiro no centro da nuvem ficou tão grande e pesado que sua força gravitacional tornou-se forte o suficiente para reter os gases com muita facilidadeContinuando a atrair os gases devido à forçao gravitacional, esse bloco aumentou tanto de tamanho e massa que acabou se transformado no Sol. Os blocos menores que se formaram ao redor do bloco central deram então origem aos planetas. Algumas pessoas pensam que os planetas são pequenas bolhas expelidas pelo Sol, pois os cientistas do século 19 e início do século 20 pensavam assim. Atualmente sabe-se que isso não é verdade e a teoria apresentada, de gás e poeira, é a mais aceita entre a comunidade científica.

O Sol
Pela Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton (1642-1727) é possível calcular a massa solar que é estimada em 334.672 vezes a massa da Terra, o que equivale a 1.91030 kg, com um raio de 700 mil km.
A densidade média é 1.4 g/cm3, já que a matéria não é homogênea em seu interior. No centro solar a densidade é muito maior, enquanto que nas camadas externas é muito inferior. O seu eixo de rotação tem uma inclinação em relação ao plano da eclíptica de 7° 15''. Apesar da massa estelar ser centenas de milhares de vezes maior que a da Terra, a gravidade na superfície solar é somente 28 vezes maior que a gravidade terrestre.

A superfície não é sólida mas sim em estado de plasma e gás e apresenta temperatura da ordem de 5770 graus Kelvin. O fato de o Sol ser basicamente um corpo constituído por um fluído (plasma e gás), provoca o fenômeno conhecido como rotação diferenciada. A velocidade dessa rotação varia nas diferentes latitudes com um valor máximo no equador (2 km/s) correspondendo a 25.03 dias e uma mínima nos pólos com um período de 30 dias. Essas informações só foram possíveis graças à observação das manchas solares, vistas mais adiante. O Sol representa 99.867% de toda a massa do Sistema Solar. O restante está dividida entre os planetas, asteróides, satélites e cometas.

Como o Sol funciona
Quando só as reações químicas eram conhecidas para a produção de fogo e calor, acreditava-se que o Sol funcionava de maneira similar, até que os cientistas calcularam sua massa e quantidade de energia necessária para mante-lo aquecido. Constatou-se que se assim fosse, o Sol não duraria mais de 100 anos. Como o Sol é muito mais velho que 1 século, o mecanismo de geração de calor deveria ser outro, descoberto na primeira metade do século XX, a partir do estudo da energia atômica. Sabemos que quando um gás é comprimido, este tende a se aquecer.

 Para comprovar isso, experimente encher um pneu de bicicleta usando uma pequena bomba manual. Tanto o bico do pneu como a extremidade próxima da bomba se aquecem. Isso ocore por que o gás que está dentro da bomba é comprimido pela força que você faz para encher o pneu. Quando o pneu está quase cheio e você faz mais força, o gas fica ainda mais quente. Sabemos também que a pressão aumenta com a profundidade. Se mergulharmos 2 ou 3 metros dentro de uma piscina percebemos claramente o aumento da pressão em nossos ouvidos. No Sol, a pressão é milhões de vezes maior que a pressão na Terra. Para se ter uma idéia, no Sol pode-se afundar até 50 vezes o diâmetro da Terra sem que cheguemos ao seu centro. O hidrogênio, combustível principal do Sol, aos ser submetido à essa gigantesca pressão, chega a atingir temperaturas de até 15 milhões de graus.

Nestas condições o núcleo do hidrogênio se funde e se transforma em hélio, liberando uma enorme quantidade de energia. Esse processo se chama fusão nuclear e produz milhões de vezes mais energia que as reações nucleares produzidas na Terra. Aqui na terra recebemos somente uma pequena fração de toda a energia que o Sol produz. Foi somente no século XX que os cientistas atingiram conhecimentos teóricos suficientes para elaborar uma teoria a respeito de toda a energia que o Sol irradia. O Sol é formado por três pricipais camadas: A fotosfera, a crosfera e a coroa solar.

Nuvem de Oort

       A Nuvem de Oort foi proposta pelo astrônomo holandês Jan Hendrik Oort (1900-1992) em 1950 como explicação à existência dos cometas de longo período. Trata-se de uma vasta região que envolve o nosso Sistema solar à uma distância de 100.000 até 55.000 UA do Sol, composta por poeira e 100.000.000.000 (estimativa) de núcleos cometários que, ocasionalmente, são lançados em direção ao Sol em virtude de alguma perturbação em sua órbita.
       
Descrição
Muito além da órbita de Plutão, a meio caminho da estrela mais próxima está o limite do Sistema Solar. Essa região, que se estende por cerca de três anos-luz, ou seja, a 30 trilhões de quilômetros do Sol, contém seis trilhões de pedras de gelo de diversas dimensões, recebendo o nome de nuvem de Oort, em homenagem ao astrônomo holandês Jan Hendrik Oort. Ele verificou que os cometas de longo período vinham de uma região situada de 20.000 a 100.000 UA do Sol e previu que o Sistema Solar era cercado por uma nuvem composta de bilhões de cometas. Até hoje ninguém viu a nuvem de Oort, essa gigantesca região esférica que abriga cometas e outros resíduos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar. Ninguém mediu seu tamanho, sua densidade ou contou o número de objetos que lá existam. Isso provavelmente não será feito num futuro próximo pois os corpos se situam a distâncias muito grandes e são muito pequenos para serem detectados pelos instrumentos existentes. Mas os cientistas têm certeza que ela existe. Ela é totalmente diferente das outras regiões do sistema planetário que contém restos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar.
Créditos:wikipedia

Cinturão de Kuiper

O Cinturão de Kuiper é uma zona do sistema solar que se estende além da órbita de Netuno, entre 30 a 50 UA (4,5 a 7,5 bilhões de quilômetros). Esta zona em forma de anel é sem dúvida composta por mais de 35 mil objetos, com pelo menos 100 quilômetros de diâmetro, essencialmente situado nas vizinhanças do plano da eclíptica. Sua massa total é portanto várias centenas de vezes superior à do cinturão principal de asteróides situado entre Marte e Júpiter. Trata-se certamente dos últimos vestígios do disco de acreção que deu origem ao sistema solar. As regiões mais densas, no interior do disco se condensaram sob a forma de planetas enquanto as do bordo externo, mais difuso, produziram um grande número de pequenos objetos.

Descoberta
Em 1992, um corpo celeste denominado (15760) 1992 QB1 foi descoberto além das órbitas de Plutão e Netuno. Nos decênios seguintes descobriram-se várias centenas de outros. Esses objetos constituem amostras do Cinturão de Kuiper assim designado em homenagem ao astrônomo norte-americano de origem holandesa Gerard Kuiper, o primeiro a defender a sua existência desde 1951. Ele descreveu-o como a fonte dos cometas de curto período (daqueles que giram ao redor do Sol em menos de 200 anos).

Composição
É difícil conhecer a composição de objetos tão afastados. No entanto, várias análises espectroscópicas desses objetos foram realizadas. Alguns objetos tais, como: (15789) 1993 SC, parecem recobertos de metano e outros hidrocarbonetos leves. Por outro lado, os objetos como (19308) 1996 TO66 parecem possuir uma superfície de água congelada. No momento, tudo que se conhece a respeito deles só será esclarecido graças ao sobrevôo de sondas interplanetárias que poderão recriar o nosso conhecimento em relação a essa composição.  
 
Limite exterior do Cinturão de Kuiper
Desde 1998, uma nítida queda ocorreu no número de objetos observados além de uma distância de 47 UA (5 bilhões de quilômetros). Isso não parece ser uma falha de observação; se bem que os astrônomos não estejam de acordo com esta explicação, isto parece sugerir que o Cinturão de Kuiper termina por volta de 50 UA. No entanto, esta ilação não significa que não existe nenhum objeto além desse limite. Aliás, nada exclui a existência de um segundo Cinturão de Kuiper mais distante. Com efeito, a descoberta de (90377) Sedna, em 2004, parece confirmar a existência de objetos entre o Cinturão de Kuiper e a Nuvem de Oort. (RRFM)
Créditos:wikipedia

Estrela Canis Majoris

Seria preciso mais de 7.000.000.000.000.000 (7 × 1015 ou 7 quatrilhões) Terras para preencher o volume de VY Canis Majoris. Seu diâmetro tem quase 3 Bilhões de km

VY Canis Majoris (VY CMa) é uma estrela hipergigante vermelha localizada na constelação do cão maior. Esta é a maior estrela conhecida e uma das mais luminosas. Uma equipe de astrônomos liderados por Roberta Humpreys, da Universidade de Minnesota através do Telescópio Espacial Hubble e do observatório de W.M. Keck, Kameula, Havaí estimou que seu raio está entre 1800 e 2100 raios solaresExistem duas opinões controversas sobre esta estrela. Uma delas (segundo os estudos de Roberta Humpreys) é de que a estrela é uma hipergigante, muito grande e luminosa. A outra (com base nos estudos de Massey, Levesque e Plez) é de que a estrela é uma supergigante normal, com um raio estimado em 600 raios solares.

No primeiro caso, sua superfície se estenderia além da órbita de Saturno. A estrela tem o diâmetro de 2.940.000.000 (lê-se: dois bilhões e novecentos e quarenta milhões) planetas Terra. Estimações anteriores de seu diâmetro dizem-na ainda maior, com um raio de quatorze unidades astronômicas, o que equivale a 3000 raios solares. VY Canis Majoris já perdeu cerca de metade da sua massa e o seu fim será, provavelmente, uma explosão de supernova, dentro de aproximadamente 3200 anos.

 Esta é de fato a estrela de maior interesse seguida por betelgeuse uma super gigante vermelha. VY Canis Majoris é muito mais que um monstro estrelar, ela tem 2 bilhões e 800 milhões de quilômetros de diâmetro Um avião comercial que viaja a 900 km/h levaria 1.100 anos para dar uma volta em torno dela. Quando Observamos algo deste tamanho é claro que sempre faremos as devidas comparações, mas devemos sempre compreender que tamanho não é documento, uma estrela deste tamanho vive muito pouco, apenas alguns milhões de anos. Não posso deixar de afirmar que esta estrela é uma das maiores maravilhas energéticas do universo conhecido.
Fontes: NASA, ESA,
http://www.astrofisicos.com.br/

Estrela Hipergigantes

Estrelas hipergigantes (luminosidade classe 0) são estrelas que possuem massa de pelo menos 50 vezes a massa do Sol e luminosidade acima de 1 milhão de vezes àquela emitida pela estrela do Sistema Solar.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Classificação estelar

Em astronomia, classificação estelar é uma classificação de Estrelas baseadas na temperatura da fotosfera e suas características espectrais associadas, e refinada a seguir em termos de outras características. As temperaturas estelares podem ser classificadas usando-se a lei do deslocamento de Wien; mas isto cria dificuldades para estrelas distantes. A espectroscopia estelar oferece uma maneira de classificar estrelas de acordo com suas linhas de absorção; linhas de absorção particulares podem ser observadas somente para uma dada temperatura porque somente nessa temperatua os níveis de energia atômica envolvidos estão povoados. Um esquema antigo do século 19) utilizava letras de A ao P, e é a origem das classes espectrais usadas atualmente.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Estrela gigante tem cauda do tamanho do Sistema Solar


Gigante vermelha

Há pouco mais de um mês, astrônomos descobriram que a supergigante vermelha Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes no céu, quase 1.000 vezes maior do que o Sol, está encolhendo misteriosamenteAgora, usando diferentes técnicas estado da arte em um dos telescópios mais modernos do mundo, dois grupos independentes de astrônomos acreditam ter encontrado uma explicação para esse encolhimento que pode chegar a 1% ao ano.

A estrela gigante Betelgeuse emite gigantescas quantidades de massa no espaço, formando uma espécie de cauda tão grande quanto o Sistema Solar inteiro. As escalas mostram o Sol e o Sistema Solar, para dar a dimensão da estrela e de sua cauda. [Imagem: ESO]


Supernova

Os cientistas descobriram que a Betelgeuse tem uma espécie de cauda, uma gigantesca emanação de gases tão grande quanto o nosso Sistema Solar inteiro, além de uma espécie de bolha fervente em sua superfície. Essas podem ser as razões por trás da enorme perda de massa da estrela. Apesar de sua magnitude, Betelgeuse está se aproximando rapidamente do fim da sua vida. Emitindo luz equivalente a 100.000 Sóis, ela perde massa rapidamente e logo deverá explodir como uma supernova. Quando isto  acontecer, a supernova poderá ser vista da Terra mesmo à luz do dia.

Convecção

Os astrônomos ainda não sabiam explicar como uma estrela consegue perder uma quantidade tão grande de massa em tão pouco tempo - em apenas 10.000 anos. Agora, com as imagens feitas a partir do Telescópio VLT (Very Large Telescope), eles parecem ter encontrado a resposta. As imagens, que se aproximam da qualidade teórica máxima do telescópio, graças às técnicas de correção utilizadas, mostram que a ejeção de massa da estrela é assimétrica, e não distribuída igualmente em todas as direções. Isso poderia se dever a duas razões: a massa poderia ser ejetada a partir dos pólos, devido à rotação da estrela, ou de outra parte da estrela por gigantescos movimentos de gases conhecidos como convecção. As novas imagens mostraram que a segunda opção é a explicação correta. Esta é a primeira vez que o movimento de gases é observado diretamente em outra estrela que não o Sol. Os gases estão se movendo para cima e para baixo, formando bolhas tão grandes quanto a própria estrela. Os astrônomos propõem que é esse movimento maciço que está arremessando a massa da estrela para o espaço.

Pico de luminosidade da estrela foi 100 bilhões de vezes mais forte que o do Sol. Astro fica na constelação da Cabeleira de Berenice, a 4,7 bilhões de anos-luz.



Duas imagens mostram o aparecimento da supernova 2005ap; a primeira é de 2004, a segunda, de 2,5 meses depois (Foto: SDSS, R. Quimby/McDonald DObs./UT-Austin)
Depois de anunciar a descoberta da supernova mais brilhante do Universo, no ano passado, o astrônomo Robert Quimby, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), nos EUA, achou que já tivesse visto de tudo. 

E tinha mesmo -- mas não havia reconhecido. Ao analisar os dados coletados nos últimos anos, ele descobriu que uma outra supernova, observada por ele em 2005, é ainda mais brilhante, superando a recordista de 2006. Supernovas como essas são com certeza alguns dos eventos mais chocantes do Universo. Elas acontecem quando uma estrela supermaciça atinge o final de sua vida e o combustível que a alimenta se esgota. O resultado é que ela explode violentamente suas camadas externas, tornando-a momentaneamente mais brilhantes que a galáxia inteira em que se encontram. 

Duas imagens mostram o aparecimento da supernova 2005ap; a primeira é de 2004, a segunda, de 2,5 meses depois A nova recordista, identificada como SN 2005ap, está localizada na constelação da Cabeleira de Berenice, a uma distância de 4,7 bilhões de anos-luz (1 ano-luz é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros). 

Ela tem um brilho 300 vezes maior que a média das supernovas de sua categoria -- o equivalente a 100 bilhões de vezes o brilho do Sol. Como é possível que um astro assim exista segue sendo um mistério. Mas Quimby está suando a camisa para encontrar outros exemplares parecidos, a fim de elucidar o mistério de estrelas como essa. Sua mais recente descoberta será publicada no próximo dia 20 no período "Astrophysical Journal Letters".


Fonte:G1

O QUE É BURACO NEGRO




Buraco Negro é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada
 sai dessa região, nem a luz; daí vermos negro naquela região. Matéria (massa) é que 
"produz" campo gravitacional a sua volta. Um campo gravitacional forte o suficiente para 
impedir que a luz escape pode ser produzido, teoricamente, por grandes quantidades
 de matéria ou matéria em altíssimas densidades.

Velocidade de Escape
Se atirarmos uma pedra para cima ela "sobe" e depois "desce", certo? Errado! 
Se atirarmos um corpo qualquer para cima com uma velocidade "muito" grande, esse 
corpo "sobe" e se livra do campo gravitacional da Terra, não mais "retornando" ao 
nosso planeta. A velocidade mínima para isso acontecer é chamada de velocidade
 de escape. A velocidade de escape na superfície da Terra é 40.320 Km/h. Na superfície 
da Lua, onde a gravidade é mais fraca, é 8.568 Km/h, e na superfície gasosa do
 gigantesco Júpiter é 214.200 Km/h. 

A velocidade da luz é aproximadamente 1.080.000.000 Km/h. Um buraco negro é um corpo
 que produz um campo gravitacional forte o suficiente para ter velocidade de escape superior 
à velocidade 
da luz. A massa do Sol (0,2 X 10³¹Kg) é 333 mil vezes a massa da Terra e seu diâmetro 
(1,4 milhões de 
quilômetros) é mais de 100 vezes o diâmetro da Terra. Ele se transformaria em um
 buraco negro caso se contraísse a um diâmetro menor que 6 Km.

Detecção
Uma vez que nada sai de um buraco negro, nada de um buraco negro chega até nós.
 Resta-nos então observá-lo indiretamente, através de sua ação sobre sua vizinhança.
 "Vemos" um buraco negro observando "coisas" que o rodeiam sob a ação do
 seu campo gravitacional ou então que "caem" em sua direção, também sob a ação 
desse mesmo campo gravitacional. A velocidade com que a matéria, a uma determinada 
distância de um corpo, o orbita, é proporcional à gravidade desse corpo. Mesmo sem 
vermos o corpo central podemos saber qual a sua massa se virmos e medirmos a 
velocidade de nuvens de gás e poeira que o orbitam, por exemplo. Uma outra situação: 
se sob a ação da gravidade do corpo central, matéria "cai" em direção a ele, esse 
material enquanto vai "caindo" vai se comprimindo; por se comprimir vai se esquentando,
 e quanto mais quente fica, mais irradia... Também nesse caso, se medimos essa 
radiação, obtemos informações sobre o corpo central.

Buracos Negros Super Massivos
Em 1994, astrônomos que trabalhavam com o Telescópio Espacial Hubble, não apenas 
obtiveram fortes indícios da presença de um buraco negro no centro de uma galáxia espiral,
 como também mediram a sua massa. Através de um efeito bem conhecido da física
 (Efeito Doppler) foi possível medir a velocidade de gás e poeira girando em torno do 
centro da galáxia M87. Pelo desvio das linhas espectrais da radiação emitida por esse
 material, chegou-se à conclusão que ele gira em torno do núcleo de M87 com uma
 velocidade muito grande. Para manter esse material com uma velocidade tão grande é
 preciso uma massa central também muito grande. Uma quantidade tão grande de
 massa no volume interno à órbita do material que o circula só pode ser um buraco negro.
 A massa deste buraco negro foi estimada em 3 bilhões de massas solares.

Buracos Negros Estelares
Antes da fantástica descoberta acima descrita a procura por buracos negros no universo
 se concentrava principalmente na possível detecção de objetos muito compactos com
 massa algumas poucas vezes maior que a massa do Sol e que estariam espalhados nas
 galáxias. Desde 1939 acreditamos que, em seu processo evolutivo, uma estrela de
 massa maior que 3,2 vezes a massa do Sol, quando acaba o seu combustível, pode 
"desabar sob seu próprio peso". Essa estrela pode se contrair tanto que dê
 origem a um campo gravitacional forte o suficiente para impedir que a luz escape de suas
 proximidades. 

Um buraco negro! Se um buraco negro desses estiver envolto por uma nuvem de gás 
e poeira ou se tiver uma estrela por companheira, pode ser que tenhamos matéria dessa
 nuvem ou dessa estrela "caindo" no buraco negro e então irradiando (principalmente na
 frequência de raio X). Um número considerável de estrelas da nossa galáxia forma 
sistemas duplos. É possível então que tenhamos vários buracos negros cabíveis de 
serem detectados através dessa radiação. Cygnus X-1 é uma "fonte de raios X",
 companheira de uma estrela de massa aproximadamente 30 vezes a do Sol
 (HDE 226868) e é um dos mais fortes candidatos a buraco negro conhecido.


Uma Nova Classe de Buracos Negros
Em abril passado astrônomos da NASA e da Carnegie Mellon University comunicaram 
haver obtido, separadamente, evidências da existência de buracos negros de massas 
variando
 entre 100 e 10.000 massas solares, nos centros de algumas galáxias. Os astrônomos da
 NASA obtiveram tal evidência estudando raios X emitidos por 39 galáxias próximas à nossa.
 NGC 4945, uma galáxia espiral muito parecida com a Via Láctea (nossa galáxia), é 
uma dessas. Os astrônomos da Carnegie Mellon University chegaram à mesma evidência 
estudando raios X provenientes de M82. Têm sido elaboradas teorias procurando
 entender a origem desses buracos negros "meio pesados".

Mini Buracos Negros?
Vale a pena lembrar que muitos astrônomos e físicos acreditam na existência de mini buracos
 negros que teriam sua origem nos primórdios do universo. Alguns procuram explicar a
 explosão que ocorreu sobre o rio Tunguska na Sibéria em 1908 e destruiu mais de
 2.150 quilômetros quadrados de densa floresta, à colisão de um desses mini buracos negros 
com a Terra.

Planeta como a Terra pode surgir em sistema binário

Concepção mostra como seria o sistema binário HD 113766

 Astrônomos da Nasa suspeitam que um planeta rochoso parecido com a Terra possa estar se formando na órbita de uma das estrelas do sistema binário HD 113766, distante 424 anos-luz do nosso planeta. Os dados foram obtidos pelo telescópio espacial Spitzer e divulgados pela agência espacial americana nesta quarta-feira.Uma concepção artística mostra como seria o sistema binário. Os dois pontos amarelos representam os sistemas das duas estrelas. O círculo marrom em volta da estrela mais próxima é um grande cinturão de asteróides, que tem cerca de 100 vezes o tamanho do cinturão de rochas localizado no Sistema Solar. 

 O material rochoso no cinturão representa os estágios iniciais de planetas em formação, quando a união de grãos de poeira forma rochas. Ao colidirem, essas rochas resultam em formas ainda mais massivas, os chamados planetas-anões. O cinturão está localizado no meio da zona habitável do sistema, onde a água pode permanecer na forma líquida. Mais afastado do centro do sistema, um anel branco mostra uma concentração de poeira congelada. Ele está em posição equivalente ao cinturão de asteroides do Sistema Solar, mas contém cerca de seis vezes mais material do que o cinturão localizado no centro do sistema binário. 

 Os astrônomos dizem que não está claro se algo está acontecendo nesse cinturão congelado, mas acreditam que ele possa ser uma posterior fonte de água para um futuro planeta que possa surgir no cinturão interno, onde a temperatura é maior.


Fonte:Portal Terra